Nas últimas décadas, diversas transformações ocorreram no varejo supermercadista brasileiro. Essas mudanças foram tão inesperadas, que nem os melhores especialistas do setor conseguiram prever as transições.
Tudo evoluiu muito rápido: comportamento do shopper, a modernização do layout de lojas, o mix de produtos e até a própria função do ponto de venda.
Atualmente, no mundo pós-pandemia, o cenário supermercadista segue mudando e exigindo dos varejistas estratégias inovadoras que garantam maior competitividade no segmento.
Desde 1997, a ProMarket tem acompanhado essas transições e expandido seus horizontes para aprimorar seus processos e produtos. Hoje, após 29 anos de expertise no setor, a empresa conta com conhecimento aprofundado sobre como proporcionar experiências de compra memoráveis para o consumidor final.
O nascimento do varejo supermercadista e sua chegada ao Brasil
Antigamente, as necessidades básicas de subsistência humana eram supridas por meio da caça, pesca e agricultura. Aquilo que excedia ao consumo próprio, se tornava moeda de troca. E assim nasceu o escambo e o início de negociações comerciais.
Com o crescimento dessas atividades primárias e secundárias, o comércio foi fortalecido e surgiram as moedas e bancos para facilitar as negociações. Logo depois, a partir da Revolução Industrial e da expansão das cidades, a oferta de produtos ganhou um novo espaço de vendas: loja de departamentos.
A primeira loja de departamentos foi a Bon Marchè, em Paris (1850), cuja estrutura era caracterizada pelo agrupamento dos produtos em categorias, diferente da livre troca de mercadorias que ocorria anteriormente, dando forma ao que seria o varejo.

O surgimento das mercearias e dos armazéns de “secos e molhados” no Brasil remonta ao período colonial, consolidando-se ao longo do século XIX e início do XX como o principal modelo de abastecimento das cidades e vilas.
Mais tarde, em 1912, a inauguração do Piggly Wiggly, rede de mercados em Memphis, nos Estados Unidos, as lojas de departamentos ganharam um novo formato, agora baseado no autosserviço. Isso permitia aos clientes transitar livremente pela loja e escolher seus produtos.

Anos depois, em 1930, a chegada do primeiro supermercado moderno, o King Kullen , combinou o autosserviço e a ampliação do mix de produtos em um só lugar. Essa junção o tornou referência mundial do varejo, definindo um modelo que segue vigente até hoje.

Portanto, até chegar no varejo supermercadista visto hoje em dia, quatro grandes transições ocorreram:
- Antes de 1850: escambo e o início de negociações comerciais.
- 1850: criação da primeira loja de departamentos.
- 1912: surgimento do autosserviço e maior autonomia aos compradores.
- 1930: criação dos supermercados e sua consolidação como modelo mundial.
E no Brasil, como chegou o varejo supermercadista ?
No Brasil, o modelo de autosserviço chegou em 1953 com a inauguração do Supermercado Sirva-se, em São Paulo, marcando assim uma mudança no varejo nacional.

A partir dos anos 60, o segmento passou por um crescimento super acelerado. Diversas redes supermercadistas expandiram sua atuação , por conta do aumento do consumo e da demanda por modelos de compra mais eficientes e modernos.
É nesse contexto que surgem redes como Pão de Açúcar e Paes Mendonça, que mais tarde seriam os primeiros a adotar o conceito de hipermercados.
Baseado em formatos internacionais, os hipermercados são estabelecimentos comerciais que oferecem uma gama variada de produtos, até mesmo eletrônicos e roupas. Criado entre 1970 e 1980, surgiram para consolidar o supermercado como um centro completo de compras, com amplo portfólio de produtos, indo além dos itens alimentares.
A existência desses hipermercados, somado às instabilidades econômicas do país, promoveram mudanças no comportamento de consumo varejista brasileiro, gerando evoluções no setor.
A evolução do varejo supermercadista brasileiro e a atuação da ProMarket
O varejo supermercadista é caracterizado pela junção do autosserviço e da oferta variada de produtos, com o objetivo de vender pequenas quantidades de mercadorias diretamente ao consumidor final, sem intermediários. Logo, a principal função do varejista é negociar e comprar grandes volumes de produtos junto à indústria, bem como promover essas mercadorias dentro da loja, facilitando a compra dos clientes.
O que muitos não sabem é que por trás desse “simples” conceito existe uma gama de variáveis econômicas, sociais e comportamentais que afetam diretamente o setor, o que gerou as chamadas eras do varejo brasileiro.
A Era da “Compra do Mês” e Hipermercados (1997 a 2000)
Há quase 30 anos, o Brasil passava por uma constante alta nos preços dos produtos, por conta da inflação que chegava a 80% a cada mês. Na tentativa de proteger o dinheiro e o poder de compra , muitos consumidores passaram a fazer mercado logo após o recebimento do salário, para não serem surpreendidos com a oscilação de preços. Por isso, esse período ficou conhecido como era da compra do mês.
O que é a “Era da Compra do Mês” ?
A chamada A Era da Compra do Mês foi um período no Brasil, por volta da década de 90, onde os consumidores iam ao supermercado para fazer uma grande compra do mês e levavam grandes quantidades de produtos, desde carne até itens de limpeza, como estratégia para se protegerem da inflação. O foco era manter a despensa cheia o mês todo e evitar novas compras.
As principais características de consumo na Era Compra do Mês eram:
- Maior tempo de permanência no mercado, superior a 1h.
- Compra focada no abastecimento, garantindo a grande compra do mês.
- Filas longas para remarcação de preços , por conta da inflação
- Busca por promoções para evitar perdas no poder de compra.
- Checkout mais demorado, sendo o pagamento apenas em dinheiro ou cheque.
Para atender a esse perfil de consumidor, as lojas adotaram um estilo de arquitetura e layout padrão, voltado exclusivamente à funcionalidade e praticidade.
Como era o layout e arquitetura supermercadista na Era da compra do mês?
- Movelaria: uso massivo de gôndolas de aço com cores neutras, padrão industrial , pouco uso da madeira; expositores altos formavam corredores estilo “parede”; os refrigeradores eram abertos e gastavam muita energia.
- Layout da loja: focados na maximização do espaço de venda e fácil reposição; com layouts retilíneos, corredores longos e idênticos, iluminação fluorescente branca e forte, sem grandes diferenciações por setor.
- Setorização: sinalização com placas grandes e simples, sem tanta preocupação com a estética do ambiente. Áreas como padaria, o açougue e o hortifruti eram apenas técnicas.
- Tecnologia : uso de caixas registradoras com esteira, operadas por apenas por funcionários, o que gerava filas longas.
No final dos anos 90, essa estrutura supermercadista começou a mudar, por conta da chegada das lojas de conveniência ao Brasil, o que inaugurou uma nova era no varejo.
Era da conveniência (2000 – 2020)
A era da conveniência no varejo supermercadista chegou para contrapor a conhecida estrutura dos grandes supermercados e oferecer mais praticidade e rapidez durante as compras. Foi uma época em que o conceito de lojas pequenas e práticas começou a ser difundido, inicialmente com a criação das lojas em postos de combustíveis.
O que caracteriza a “Era da Conveniência”?
A Era da Conveniência no varejo supermercadista ficou marcado por relações comerciais pautadas nos benefícios e facilidades oferecidas aos clientes, cujo principal objetivo era oferecer soluções que trouxessem mais celeridade e otimizações para o dia a dia dos consumidores. Por isso, espaços como açougues e padarias começaram a ser incorporados aos supermercados, na tentativa de diversificar o portfólio e oferecer mais variedade e conveniência.
Esse novo tempo foi impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor , que se tornou mais exigente e passou a buscar maior agilidade nas compras, haja vista sua rotina intensa e falta de tempo.
Diante disso, a Era da Conveniência contou com as seguintes características:
- menor burocracia nos processos;
- maior customização de ofertas e serviços;
- ênfase na promoção de experiências que estimulassem a recompra;
- menor tempo de permanência na loja, em comparação à era do mês;
- compra focada em produtos essenciais, gerando mais visitas ao mercado;
- e checkout mais rápido, com mais opções de pagamento.
Isso afetou diretamente a arquitetura e layout dos mercados, portfólio de produtos e, principalmente, a experiência de compra. Surgiram novos formatos de lojas, agora menores e voltadas para um público de bairro, e o mix de produtos passou a ter produtos mais essenciais.
Mas, especificamente, como era o layout supermercadista na Era da Conveniência?
Na era da conveniência, muitos elementos do layout da era da compra do mês permaneciam, mas mudanças começavam surgir, tais como:
- Movelaria: o padrão industrial com expositores de metal permanece, mas cresce o uso de móveis de madeira, tornando os ambientes mais acolhedores.
- Layout da loja: voltado para praticidade das compras, com layouts ainda retilíneos e longos corredores e exposição de itens essenciais em locais de fácil acesso. Além disso, há uma estratégia de transformar espaço em experiência de compra.
- Setorização: a estética do ambiente se torna fator importante no layout, mas ainda sem grandes diferenciações por setor. Áreas como padaria, o açougue e o hortifruti deixam de ser apenas técnicas e são incorporadas como estratégia de conveniência.
- Tecnologia : mantém o uso caixas registradoras com esteira, operadas por apenas por funcionários, mas com novas opções de pagamento.
Nesse cenário de mudanças no layout supermercadista emerge a ProMarket, especialista em expositores de madeira para os supermercados, atuante no segmento desde 1997. Aproveitando essas novas exigências do PDV, a empresa intensificou o desenvolvimento de soluções de layout, pensando na nova era do varejo que já dava seus sinais.
Novo varejo (2021-2025): A Era da Conveniência e Proximidade
A partir de 2020, o mundo foi afetado pela pandemia e pela forte expansão tecnológica. A conveniência que antes relacionava-se mais com preço atrativo e agilidade nas compras, passou a dar lugar à conveniência na experiência de compra como um todo, se tornando grande diferencial competitivo dos supermercados.
Como é a atual era do varejo supermercadista?
A atual era da conveniência e proximidade engloba os principais avanços obtidos no varejo supermercadista, disponibilizando aos consumidores lojas focadas no autosserviço, com excelentes curadorias de produtos, tecnologia embarcada e espaços de conveniência acolhedores. Personalização e praticidade andam lado a lado para proporcionar ao cliente a melhor experiência de compra.
Essa Era da Conveniência e Proximidade estabelece mudanças significativas no comportamento do consumidor e no layout das lojas:
- Tempo de permanência na loja inferior a 30 minutos.
- Layout moderno e acolhedor , com espaços de conveniência.
- Maior preferência por compras menores e mais frequentes em mercados de vizinhança ou proximidade (proximidade geográfica).
- Processos mais ágeis, com áreas de autoatendimento (Self-checkout) e uso de aplicativos para de compras (listas, pedidos, cupons digitais e mapas de loja).
- Preço mais estável, em comparação ao cenário de inflação do passado.
- Maior agilidade no pagamento de compras pequenas.
Por conta dessas mudanças, os supermercados que já eram considerados centros completos de compras, agora estão aperfeiçoando seus processos e ambientes, para que esse momento seja algo prazeroso e prático na rotina do cliente. E isso tem sido feito principalmente a partir do novo layout e arquitetura supermercadista.
Principais características do layout do novo varejo supermercadista
- Os ambientes simulam feiras ou mercados de bairro dentro de grandes lojas, alguns com ilhas de perecíveis no centro ou entrada, com mercearia e produtos de limpeza ao fundo.
- Os móveis de madeira compõem os ambientes , deixando-os acolhedores.
- Surgimento de “Boutiques” de Perecíveis, cujo acabamento especial (revestimentos tipo retrô, iluminação quente), gera a percepção de lojas gourmet separadas.
- Iluminação mais cênica, com o uso de luzes quentes em padarias e hortifruti, e luzes frias e brilhantes nos congelados.
- Cafeterias e Espaços de Convivência formam as áreas de alimentação e lounges de conveniência, estimulando maior permanência na loja
- Check-out com mobiliário híbrido, composto por caixas tradicionais, self-checkouts (autoatendimento) e “click and collect” (retirada de compras online).
Diante de toda essa mudança no varejo supermercadista, a ProMarket que sempre priorizou ambientes harmoniosos e funcionais, fez vários investimentos em softwares internos de automação e gestão. Isso melhorou a qualidade dos seus expositores de madeira, impulsionando a criação de soluções para todos os setores do supermercado
Entre as inovações desenvolvidas para o varejo supermercadista, estão:
- Mesa Mix com dois níveis de exposição (refrigerado e outro aquecido)

- Adega Lateral com iluminação em LED e estrutura robusta

- Expositores de autosserviço (pães , especiais e estufa)

- Tratoret (Padaria / Rotisseria Itinerante)

- Vasca Lotus 300 com Nebulização

Ciente que a venda está diretamente relacionada ao envolvimento do cliente com o ambiente da loja, a ProMarket reconhece que as melhorias no layout e arquitetura da loja é uma das principais estratégias para se adaptar ao novo varejo supermercadista.
O que mudou e como se adaptar ao novo varejo supermercadista
Entre 1990 e 2026, muita coisa mudou no varejo, começando pelo comportamento do cliente. Segundo estudo “Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados“, ao fazer suas compras , o consumidor brasileiro:
- tem preferência por mercados próximos de casa
- realiza compras menores e mais frequentes
- possui tempo médio de permanência menor que 30 minutos
- compra cerca 8 itens a cada visita ao mercado
E para fidelizar esse novo cliente, é preciso mais do que preço e bom produto. É necessário investir no bom ambiente de loja e em funcionalidades tecnológicas que agilizem o processo de compra, sem deixar de lado a experiência do cliente.
Como se adaptar ao Novo Varejo Supermercadista ?
O primeiro passo é entender as mudanças fundamentais que ocorreram no varejo supermercadista. Depois, é preciso traçar as estratégias que fazem sentido para o seu negócio, de modo a cativar o cliente e estimular a recompra na loja.
Analisando o histórico de mudanças no varejo supermercadista, algumas estratégias são fundamentais:
- Layout: substitua corredores longos e retilíneos, enfatize mais as ilhas de produtos e espaços segmentados
- Móveis: explore expositores de madeira com estrutura modular para tornar os ambientes mais fluídos e aconchegantes.
- Ambientação: prioriza a experiência de compra , criando espaços de conveniência que podem reter o cliente por mais na loja
- Checkout: invista em tecnologia e estimule a autonomia na hora do pagamento. Soluções de autoatendimento e retirada de produtos são fortes diferenciais competitivos.
| Varejo 1990-2000 | Varejo Atual | Estratégias para Supermercadistas | |
| Arquitetura e Layout | Corredores longos e idênticos, com móveis e estruturas retilíneas, com os espaços voltados para maximização e das vendas e fácil reposição. Iluminação funcional e padrão | Ambientes simulam feiras ou mercados de bairro dentro de grandes lojas. Alguns contam com ilhas de perecíveis (açougue, hortifruti, padaria) no centro ou entrada, com mercearia e produtos de limpeza ao fundo. | Substitua corredores longos e retilíneos , enfatize mais as ilhas de produtos e espaços segmentados |
| Movelaria e Expositores | Forte uso de gôndolas de aço (brancas ou beges) , com padrão industrial , e baixo uso de móveis de madeira. Os expositores eram altos, formando corredores “parede” e nas áreas frias os refrigeradores abertos geravam alto gasto de energia. | Uso de móveis de madeira , com uso de materiais naturais e modelos modulares , gôndolas e ilhas , criam ambientes mais acolhedores e “orgânicos”, garantindo versatilidade no layout. Nas áreas frias, os refrigeradores contam com portas de vidro e iluminação LED, gerando maior eficiência energética. | Explore expositores de madeira com estrutura modular para tornar os ambientes mais fluídos e aconchegantes. |
| Setorização e Ambientação | Sinalização feita por placas grandes e simples, sem tanta preocupação estética. Áreas como padaria, o açougue e hortifruti eram apenas técnicas, sem diferenciações no layout. | Ênfase na experiência de compra, com PDV mais acolhedor e atrativo , com mudanças significativas no layout: Criação de “Boutiques” de Perecíveis: Padarias, açougues e peixarias parecem lojas gourmet separadas, com acabamentos especiais (revestimentos tipo retrô, iluminação quente).Iluminação e Cenografia fica mais cênica com o uso de luzes quentes em espaços como padarias e hortifruti, e luzes frias e brilhantes na área de congelados.Cafeterias e Espaços de Convivência são incorporados aos supermercados, criando áreas de alimentação e lounges voltados para a conveniência e estímulo à maior permanência na loja | prioriza a experiência de compra , criando espaços de conveniência que podem reter o cliente por mais na loja |
| Tecnologia e PDV | Áreas de pagamento com caixas registradoras tradicionais com esteira, operadas apenas por funcionários, gerando longas filas. | O check-out conta com mobiliário híbrido, composto por caixas tradicionais e self-checkouts (autoatendimento), além do espaço “click and collect” (retirada de compras online). | Invista em tecnologia e estimule a autonomia na hora do pagamento. Soluções de autoatendimento e retirada de produtos são fortes diferenciais competitivos. |

Pioneira em inovação em expositores de madeira para os supermercados, a ProMarket desenvolveu diversas soluções para auxiliar nessas estratégias. Seu portfólio conta com dezenas de mobiliários para exposição inteligente dos produtos, buscando tornar os layouts de loja mais harmônicos e rentáveis.










